29.12.08

As 7 vidas do Love







Love é o gato de estimação lá da Clínica onde trabalho.
Apareceu por lá há
2 anos e por ser tão amoroso e dócil recebeu logo esse
nome. Certamente já foi
gato de família, criado no conforto de colos e
almofadas, mas foi abandonado na
nossa rua como tantos outros.
Dizemos
que ele é nosso, mas na verdade o Love
é um gato coletivo. Muitas pessoas o
adotaram e ele é freguês de vários
apartamentos na nossa quadra. Durante o
dia, porém, ele adotou a Cliniva como
seu lar e fica deitadinho no tapete da
porta, dando boas vindas aos pacientes
que, em geral, gostam muito dele. É
um gato baldoso, preguiçoso, um bon vivant.
Um sedutor, que encanta a todos
que o conhecem.
Hoje o Love ficou muito doente e estamos todos preocupados
com ele. É apenas um gato, dirão alguns. É só um bicho, dirão muitos outros.
É
um love de gato, dirão os que o conhecem e amam animais. Gostar de gente e
de
bichos não é para todos...
Estamos todos torcendo para o Love sair dessa. Afinal, não é
para isso que os gatos têm 7 vidas?



20.12.08

Um dia, um gato, um cão, um sonho...















A tarde estava quente, convidando a um passeio. Decidimos dar uma volta na Prainha, tirar umas fotos, pegar uma brisa... Quando paramos para pedir uma informação, uma menina mostrou os dois: um mini gato e um cão, ambos abandonados à própria sorte. A menina oferecia um pouco de água, mas não podia ficar com eles.
Tinha que acontecer logo comigo! Eu, que não resisto a um miado e a um olhar pidão de cachorro. Pois é: ali estavam os dois, perdidos. O cãozinho, com uma pata quebrada.
Tentamos resistir. Fomos até o rio, tiramos fotos, mas aquela dupla não saía da cabeça da gente. Na volta, paramos. Só um pouquinho, para dar uma olhada - combinamos. E ali continuavam os dois. O gato miando de fome e o cãozinho nem parava em pé. O gatinho logo se aninhou no meu colo.Pronto! Não dava pra botar de volta no chão e ir embora...
Começou então uma pequena maratona para tirar a dupla daquela situação. Fomos direto ao canil municipal de Eldorado do Sul. A veterinária podia ficar com o cãozinho, iria tentar dar um jeito na pata. Mas com o gatinho, não era possível ficar. Ah, tentação. Se eu pudesse o traria para casa. Mas não podia. Com um gato com insufiuciência renal e uma gata de 18 anos, adotar um gatinho abandonado se torna muito complicado, principalmente num apartamento.
Voltamos ao posto de saúde onde trabalho. Todo mundo gostou do fofo, mas ninguém podia adotá-lo. Dali fomos a 4 agropecuárias de Eldorado do Sul. Na primeira nos indicaram a segunda. Gente boa, mas não podiam ficar com ele. Comprei um sachê de ração, devorado em segundos. Fomos a outra, mais outra e, finalmente, chegamos na Planeta Animal. Lá estava a Adriana, que entendeu a situação e deu uma força. Podia ficar com aquela coisinha miúda até amanhã, quando muitas pessoas passam na loja pedindo bichinhos para adoção. Compramos ração, vermífugo e deixamos o gatinho lá. Aliás, uma gatinha. Voltamos para Porto Alegre sonhando com uma casa cheia de bichos...

6.12.08

FLORIPA FAZ BEM PARA A CABEÇA!
















O I Congresso Brasileiro de Saúde Mental aconteceu esta semana em Florianópolis. Passei 4 dias por lá, imersa nas questões mentaleiras. Vi muito pouco da cidade, exceto os trechos que me levavam à Universidade Federal.





Nas rodas de conversa, volta e meia alguém comentava sobre morar ou não morar em Floripa. Muitos prós (beleza natural, maior segurança) e muitos contras (falta de infraestrutura, transporte ruim). Mas eu cheguei a uma conclusão: ir a Floripa sempre faz bem para a cabeça.