15.2.09

O pássaro e o cavalo. Beleza que se chama de protocooperação.

Quando a gente estuda biologia, aprende que esta singela convivência se chama protocooperação (uma associação entre indivíduos em que ambos se beneficiam).

Ora, ora, deixa pra lá a biologia! Numa tarde mormacenta no campo prefiro chamar isso de beleza...


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Arrá! Achamos a Toca do Bin Laden!

Quem gosta de se enfiar pelas grotas mundão afora, acaba encontrando até o que não procura. Pois foi assim que descobrimos a Toca do Bin Laden, perdida nos confins dos municípios de Dois Irmãos e Sapiranga, no RS.
O lugar tem proposta de recanto ecológico, oferece um restaurante no meio do mato, cercado de trilhas e uma pequena cachoeira com piscina natural. Já de cara a gente se diverte com a decoração, que faz uma divertida mistura de objetos campeiros com tiradas de humor gaudério.
Seu Tércio, hoje em dia muito mais conhecido pela alcunha de Bin, comanda as operações e pilota um fogão a lenha daqueles maravilhosos, exalando cheirinho de comida caseira das boas. Ele me explicou como foi que inventaram esse nome para o lugar, mas confesso que não lembro. O fato é que o lugar é bacana e vale uma visita. Da próxima vez vou ficar para o almoço!


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5.2.09

Pielonefrite felina. Ou: o declínio da gata de 80 anos


Esse palavrão aí do título é muito mais do que o nome científico para uma doença. Significa que minha gata Piuí está chegando ao final dos seus velhos tempos.


Pielonefrite. Para quem nunca ouviu falar, eu explico. Trocando em miúdos quer dizer que uma cistite (essa quase todo mundo sabe o que é) se complicou e atingiu gravemente o rim, provocando uma infecção.

Pois foi o que aconteceu com a Piuí. Como veio a acontecer, não sei. Pode até ter sido por estresse - foram muitos ao longo de janeiro: reforma no apartamento, barulhão infernal, algumas viagens minhas, pessoas estranhas na casa... Mas isso não interessa agora. O fato é que a Piuí começou com uma cistite na quinta feira passada, cistite daquelas feias, quem já teve sabe como é. Sensação de urgência para urinar, saem só umas gotinhas, ardência. Gatos não falam, mas só de olhar a gente entende direitinho que é isso que está acontecendo. Ela não conseguia chegar nem até a caixinha de areia. Se espremia, sofria e lá vinha apenas uma gotinha. E começava tudo de novo dali a 3 minutos. Um estresse para ela e para a gente, que além de sofrer junto tinha que sair limpando xixi pela casa.


No sábado coisa foi piorando, a vet trocou várias vezes a medicação, conseguia um pequeno alívio, mais nada. O quadro clínico não revertia. Feriadão. Nem pra fazer um exame de sangue dava e mesmo que desse, Piuí não é fácil, nem sempre se consegue coletar, a menos que se fizesse uma sedação e isso eu não queria. Ela praticamente parou de comer, começou a beber água excessivamente, perdeu peso e continuava naquela agonia.


Ontem a levamos para o laboratório. Como sempre, fez aquele tremendo fiasco. Berrou tanto que toda a clínica escutou e mesmo estando com apenas 2 kg foi preciso 3 pessoas para segurá-la. Uma fera! Mas o veterinário do Pet Lab era ótimo e ficou na boa, conseguiu coletar e ainda deu para fazer uma eco depois. Descobrimos que ela está com apenas 1 rim funcionando e que se sair dessa vai ficar com uma insuficiência renal.


De ontem para hoje, reagiu um pouco melhor ao antibiótico, mas somente lá pela segunda feira saberemos se ela realmente vai sobreviver. Mesmo que sobreviva, será por pouco tempo.


Está começando o declínio da velha gata Piuí, que chegou aos 18 anos - ou aos 80 se a gente quiser comparar com a idade dos humanos. Está tendo que começar nossa despedida.