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20.12.08

Um dia, um gato, um cão, um sonho...















A tarde estava quente, convidando a um passeio. Decidimos dar uma volta na Prainha, tirar umas fotos, pegar uma brisa... Quando paramos para pedir uma informação, uma menina mostrou os dois: um mini gato e um cão, ambos abandonados à própria sorte. A menina oferecia um pouco de água, mas não podia ficar com eles.
Tinha que acontecer logo comigo! Eu, que não resisto a um miado e a um olhar pidão de cachorro. Pois é: ali estavam os dois, perdidos. O cãozinho, com uma pata quebrada.
Tentamos resistir. Fomos até o rio, tiramos fotos, mas aquela dupla não saía da cabeça da gente. Na volta, paramos. Só um pouquinho, para dar uma olhada - combinamos. E ali continuavam os dois. O gato miando de fome e o cãozinho nem parava em pé. O gatinho logo se aninhou no meu colo.Pronto! Não dava pra botar de volta no chão e ir embora...
Começou então uma pequena maratona para tirar a dupla daquela situação. Fomos direto ao canil municipal de Eldorado do Sul. A veterinária podia ficar com o cãozinho, iria tentar dar um jeito na pata. Mas com o gatinho, não era possível ficar. Ah, tentação. Se eu pudesse o traria para casa. Mas não podia. Com um gato com insufiuciência renal e uma gata de 18 anos, adotar um gatinho abandonado se torna muito complicado, principalmente num apartamento.
Voltamos ao posto de saúde onde trabalho. Todo mundo gostou do fofo, mas ninguém podia adotá-lo. Dali fomos a 4 agropecuárias de Eldorado do Sul. Na primeira nos indicaram a segunda. Gente boa, mas não podiam ficar com ele. Comprei um sachê de ração, devorado em segundos. Fomos a outra, mais outra e, finalmente, chegamos na Planeta Animal. Lá estava a Adriana, que entendeu a situação e deu uma força. Podia ficar com aquela coisinha miúda até amanhã, quando muitas pessoas passam na loja pedindo bichinhos para adoção. Compramos ração, vermífugo e deixamos o gatinho lá. Aliás, uma gatinha. Voltamos para Porto Alegre sonhando com uma casa cheia de bichos...

28.9.08

Ode ao sol

Sou humana por acaso. Poderia muito bem ter nascido tartaruga ou girassol.

Tenho a mesma necessidade de calor e luz e não sei ser feliz sem sol.

Digamos que eu seja... Uma mulher solar.

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14.9.08

Mas, bah!






Acampamento Farroupilha em Porto Alegre.

Um entrevero de gente pilchada, cavalo, chimarrão, churrasqueada. Pelego, bota, chinelinho pampeiro, lembrancinhas gauchescas e ditos populares.
Oigalê coisa bem boa, tchê!


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20.7.08

Sossego, tua imagem é uma laranja bicada redondinho, até o final.


Sou uma observadora de solos. Uma velha mania de andar olhando pra baixo, observando os micro universos das formigas, folhas caídas, lagartas e outras coisas que quase ninguém repara.
Pois vejam só que maravilha eu encontrei.
Havia várias laranjas como essa, bicadinhas com perfeição até o final, restando apenas a casca.
Pensei comigo: aqui um passarinho pôde ficar horas e horas bicando redondinho uma laranja caída, sem que ninguém o perturbasse... Com que perfeição, com que delicadeza ele trabalhou!
Sossego, tua imagem é uma laranja bicada redondinho, até o final.

29.5.08

A vida sem meu Nokia


Não sou fanática. Nem daquelas que passam o dia atendendo ligações, passando torpedos, baixando toques e fazendo fotos, até porque não tenho tempo pra isso. Mas essa semana descobri que não é fácil viver sem esse rico aparelhinho chamado celular.


Foi numa dessas tardes de atucanação, que só quem trabalha num posto de saúde sabe como é: atendimentos de emergência, tensão e pressão. Meu velho amigo Nokia, modelo antigo, tecnologia ultrapassada, que estava no bolso de trás da calça caiu, adivinhem onde... É. Lá mesmo onde você está pensando, dentro d'água. E, sim: eu tive que botar a mão lá e pegar o que restou dele!


E assim se foram por água abaixo todos os meus contatos. Eu, que sou mulher prevenida, até tinha transferido minha lista de contatos para o computador. Doce ilusão. Fui descobrir que aquele programinha de backup só era compatível com o modelo antigo...


Em suma: Para quem tem péssima memória como eu, foi um desastre. Só não fiquei sem pai nem mãe porque da mãe a gente não esquece o número. Amigos, colegas, pacientes, empresas, telentregas, os íntimos e os apenas conhecidos, todos ficaram fora do meu alcance de uma hora pra outra. Solidão? Que nada... Apenas uma sensação de ficar um pouco fora da tomada.


Lá fui eu à cata de agendas de papel (ainda tem quem use?), velhas anotações, caderninhos. Uma velha agenda eletrônica quebrou algum galho, mas vá saber se os números ali registrados são atuais. Hoje em dia o povo muda mais de celular do que de escova de dente! Só me restou enviar e-mails pra quem foi possível e aguardar a boa vontade das pessoas em me enviar seus telefones.


O lado bom (sempre tem um, né?) é que estou de Nokia novo, bem lindinho. Também, só assim para uma conservadora como eu trocar de aparelho! Claro que o vendedor queria me empurrar um modelão bacana, com câmera de trocentos pixels, gps, mp3, possibilidade de daqui a um tempo ver a imagem de quem me liga e lá sei eu o que mais. Pra que tudo isso, gente? Ele fala? Faz ligação? Recebe mensagem? Então tá mais que bom. Sou do tempo em que telefone é pra falar com alguém à distância. Ponto. E não me venham oferecer essa coisa de ver a cara do outro ao atender a ligação. Já pensou em ter que pentear o cabelo ou passar batom cada vez que atender uma chamada?


Bom, estou contando essa história toda pelo seguinte: se você que está lendo essa postagem é meu amigo, mero conhecido, íntimo ou nem tanto e quiser me fazer um favor, alô, alô: me ligue ou mande um mail com o número do seu telefone. Obrigada e desculpe o incômodo!


16.2.08

Maldita hora! Acertando o relógio digital.

Para mim, o início do horário de verão é uma grande alegria e uma enorme irritação. Já o final, é irritação pura.

Explico: eu gosto do horário de verão e dos dias longos, quanto mais longos melhor. Sou adepta dos happy hours, de saídas do trabalho em finais de tarde ensolarados e noites que custam a chegar. E gosto também dos relógios digitais, que dispensam aquele ponteirinho apressado, que nunca nos deixa esquecer a passagem do tempo. Acho bonitinho, mas não uso.


Pois é. Tudo seria muito bom se com a chegada do horário de verão eu não tivesse que acertar meu relógio digital. Se você tem um, deve saber do que estou falando. Definitivamente, não existe coisa mais irritante do que tentar descobrir como funciona o maldito menu dessas engenhocas. Você aperta aqui, fuça ali, fica com o dedo doendo, faz várias tentativas e nenhuma dá certo. Daí você lembra que deve haver um manual numa das gavetas da casa. Você encontra várias coisas perdidas, mas do manual, nada...


Mas, se você é como eu, insiste. E fica ali, tentando, tentando, tentando, até que de repente, pum! Não sabe como, funcionou! Só que a essa altura seu humor foi pro espaço e o tempo que você gastou na tarefa acabou sendo maior do que essa hora a mais que se ganha ou perde na mudança de horário. Ou seja, perda de tempo pura, irritação maior ainda. Acho que vou escrever pra Fernanda Young sugerindo essa pauta.


Este ano, resolvi me antecipar e fazer a operação irritante antes da meia noite. Pensei: quem sabe se com calma, sem pressa, a coisa vai. Bem, já se passaram umas duas horas de tentativa: pára um pouco, remexe gavetas, volta, mexe mais um pouco, quebra a unha, olha um pouco de tevê, procura um manual no google (não tem!).


Desisti! Odeio me sentir impotente e ignorante frente às tecnologias, mas dessa vez me rendo: amanhã vou numa dessas relojoarias do shopping e humildemente pedirei ajuda a um vendedor! E até o próximo horário de verão, do qual me despeço hoje esperando que inventem um relógio digital que acerte sozinho, como o dos celulares.