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15.2.09

Arrá! Achamos a Toca do Bin Laden!

Quem gosta de se enfiar pelas grotas mundão afora, acaba encontrando até o que não procura. Pois foi assim que descobrimos a Toca do Bin Laden, perdida nos confins dos municípios de Dois Irmãos e Sapiranga, no RS.
O lugar tem proposta de recanto ecológico, oferece um restaurante no meio do mato, cercado de trilhas e uma pequena cachoeira com piscina natural. Já de cara a gente se diverte com a decoração, que faz uma divertida mistura de objetos campeiros com tiradas de humor gaudério.
Seu Tércio, hoje em dia muito mais conhecido pela alcunha de Bin, comanda as operações e pilota um fogão a lenha daqueles maravilhosos, exalando cheirinho de comida caseira das boas. Ele me explicou como foi que inventaram esse nome para o lugar, mas confesso que não lembro. O fato é que o lugar é bacana e vale uma visita. Da próxima vez vou ficar para o almoço!


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6.12.08

FLORIPA FAZ BEM PARA A CABEÇA!
















O I Congresso Brasileiro de Saúde Mental aconteceu esta semana em Florianópolis. Passei 4 dias por lá, imersa nas questões mentaleiras. Vi muito pouco da cidade, exceto os trechos que me levavam à Universidade Federal.





Nas rodas de conversa, volta e meia alguém comentava sobre morar ou não morar em Floripa. Muitos prós (beleza natural, maior segurança) e muitos contras (falta de infraestrutura, transporte ruim). Mas eu cheguei a uma conclusão: ir a Floripa sempre faz bem para a cabeça.

8.2.08

NavegAntes

“Eu queria ser o teu caderninho, pra poder ficar, juntinho de você...”
Parecia que eu havia sido transportada para os anos 60, com o radinho de pilha colado no ouvido e o Erasmo embalando meus sonhos adolescentes. Mas, estávamos mesmo em 2008 e eu, por acaso, havia ido parar na Vila de Itapuã (município de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre) bem no dia da comemoração da Festa dos Navegantes.
Os alto falantes animavam a festa com o som da jovem guarda na pequena praça em frente à Igreja, construída no ano de 1875. Os moradores do local se divertiam comendo peixe frito nos botecos, tomando uma cerveja, circulando com bebês e cachorros guaipecas. Quando chegamos, ali pelas 4 e meia da tarde, uma multidão já se reunia para dar início à procissão rendendo homenagem à santa dos navegantes – a Vila de Itapuã abriga uma colônia de pescadores e é sede de um clube náutico.
Enquanto aguardávamos a procissão retornar, demos uma volta na pequena vila, entramos no Clube Náutico - aliás, sem licença - e fizemos umas fotos da praia. O lugar é lindo, Lagoa dos Patos exuberante à nossa frente, convidando a um passeio de barco. Dali saem passeios no barco Farol de Itapuã, com duração de algumas horas ou até de um dia inteiro.





Logo descobrimos que os ares de antigamente não se restringiam às músicas de fundo. Ao lado da Igreja, descobrimos o quê? Uma barraquinha de tiro alvo! Ah, bons tempos em que as pessoas se divertiam com coisas simplinhas e inocentes...
“Esse ano a festa não tá das melhores”, desculpou-se um simpático senhor que cuidava do tiro ao alvo, quando puxamos assunto. Soubemos que dessa vez foi uma das beatas da paróquia que cuidou de tudo e que no próximo ano voltará a ser uma festa grande e bem organizada, como sempre foi.
“A coisa já não é a mesma hoje em dia! Antigamente eu tirava mais de 50 real por dia, agora quando muito dá 15, 20 ...”, queixou-se o “empresário” da barraquinha de tiro ao alvo quando perguntamos se muita gente jogava. Eu não resisti à tentação e dei meu tiro simbólico, já sabendo que as espingardas do jogo não foram feitas para a gente acertar a pontaria. E pelo visto, muito menos para dar lucro ao dono do negócio, ao menos hoje em dia...










Tinha algodão doce, criança vestida de anjinho, barraquinha de artesanato, cachorro solto e feliz, senhoras devotas com velas e flores artificiais. Tinha fé, alegria e simplicidade.





A falta de recursos da festa não tirou o seu encanto. Tomamos um sorvete no Caluna’s e fomos embora de alma lavada, depois do pôr do sol. Quem sabe não voltamos no próximo ano?


30.1.08

A BALSA MOVIDA A POLENTA






Alguém aí já fez a viagem de Veranópolis a Antônio Prado, via Nova Roma? Não? Pois eu recomendo, especialmente para a talianada, que curte apreciar a vida e as paisagens da imigração italiana na serra gaúcha. O caminho é de chão, claro, meus caminhos preferidos são sempre os de terra, muito pó puro, que quando eu era criança me diziam que fazia bem pro pulmões. Pros pulmões eu não sei, mas pra alma...



Bem, pois esse trajeto é lindo, passa pelo rio das Antas e outros pequenos afluentes, muitos parreirais e capitéis, porque gringo, você sabe, é católico até as orelhas. Igrejinhas bonitas no meio do campo também não faltam e a gente fica imaginando as famílias, com roupas de domingo, indo à missa. É na na paróquia que se paquera, se namora, se faz festa, fecha negócios e se casa.



No meio do caminho, um pouco antes de se chegar a Nova Roma, encontra-se um pequeno rio, sem ponte. Ali, há uns 5 anos atrás, colocaram uma balsa pra atender o movimento de automóveis, provocado pelas barragens que estão sendo contruídas na região. Atravessar um rio de balsa é uma das coisas mais deliciosas de uma viagem pelos cudimundos dessa vida. Fazia muito tempo que eu não via uma. Não sei se todas as balsas tem, mas essa tinha uma campainha! Pendurada numa árvore, com a devida placa indicadora escrita no mais popular português, está a tal campainha que você aciona para chamar o seu Zulmiro de Bassani. Seu Zulmiro é funcionário da prefeitura e, acreditem, gosta do que faz. Pra ele não tem tempo ruim: pode estar chovendo ou fazendo menos de zero grau às 2 da manhã, que ele se levanta, põe uma capa e atende ao chamado da campainha. A esposa e os filhos dão uma mão. E lá vem e vai seu Zulmiro puxando o cabo da balsa pra lá e pra cá. Me espanto ao ver que ele passa o dia nesse muque todo e ele responde: "é balsa movida a polenta!". Ah, que vontade de provar a polenta! Ele quer saber de onde estamos vindo e pra onde vamos. E é a vez dele se espantar com alguém que queira ir a Nova Roma por ali, sem ter um parente lá ou outro motivo relevante. Isso não costuma ser roteiro turístico. E diz: "isso aqui é um lugar muito bom pra morar. Não é como na cidade grande... Eu deixo meu fusca aberto com a chave e tudo, não fecho nunca, a não ser quando chove!"



Uma parte de mim morre de inveja do seu Zulmiro que, enquanto estou aqui ouvindo a chuva pela janela com grades e contando essa história, está lá: correndo pra fechar a porta do fusca e vendo a chuva cair no rio.


ANJOS DA ESTRADA






Todo viajante sabe que durante o caminho vai precisar de pequenas coisas que tornam o trajeto mais agradável e gostoso. Uma parada para um picolé ou café (depende da estação do ano), um xixistopi (de preferência num bom posto de gasolina onde tenha sabonete e papel higiênico), um belvedere pra espichar as pernas enquanto contempla o panorama... Outras vezes a gente precisa daqueles que eu chamo de anjos da estrada, que estão de plantão pra socorrer em momentos de dificuldade qualquer. Na maioria das vezes são pessoas bacanas que dão informações, sejam moradores do lugar, borracheiros ou policiais rodoviários.

A viagem de Urubici a S. Francisco do Sul foi uma dessas indiadas (muito comuns nas minhas viagens, mas mesmo assim encantadoras) em que a gente decide pela estrada errada. Eu tinha planejado direitinho todo o percurso, calculei tudo pelos mapas, me assessorei de informações pela internet, guia 4 rodas e tal. Pois é. Acontece que o pessoal do hotel achou que o caminho melhor não era bem o que eu tinha planejado e sugeriu outro, que, por minha vez, tratei de adaptar digamos... um pouquinho só. Seu Arnaldo, o bom motorista, concordou. (quem leu postagem anterior já sabe que seu Arnaldo é um personagem que inventei).

Voltando ao relato: decidimos sair de Urubici e pegar a rodovia que leva a Florianópolis até um trecho e depois ir para Brusque via Leoberto Leal. Já ouviu falar? Eu também não. Pois existe e para chegar lá percorre-se uma linda estradinha de chão de mais ou menos - bem, não lembro agora, mas certamente até Brusque mais de 60 km. Sem noção, né? Realmente, na hora não olhamos a quilometragem toda no mapa, empolgados com a beleza da estradinha cheia de vacas pastando, riozinhos com nomes esquisitos e pequenas pontes. Eu estava adorando, pois como co-pilota que não dirige, meu trabalho é apreciar o panorama. Mas, seu Arnaldo não estava nos seus melhores dias... E começou a passar mal com o calor e o trajeto que não acabava mais. Paramos numa linda cachoeira para um refesco, mas o mal estar só piorava. Foi, foi,até que chegamos, depois de umas 2 horas, ao " centro" de Leoberto Leal.

Ah, que rico lugarzinho, um encanto! Daqueles que só tem uma igrejinha e uma rua. Descemos para tomar uma Coca na lancheria local e eu me atraquei nuns maravilhosos bolinhos de carne, ainda quentinhos. Já era meio dia e sabe-se lá quando eu ia comer novamente, exceto as maçãs e bolachas do nosso farnel.

Seu Arnaldo, porém, passava mal. Doíam as costas, demais, e ele começou a sonhar com a sua massoterapeuta, a única que consegue colocar em dia as suas paletas estressadas. Seu Arnaldo, sempre bem humorado e disposto, já tinha se arrependido completamente da decisão de seguir pela linda estradinha de chão. A moça da lancheria sugeriu um outro caminho: vai até Rio do Sul por asfalto, depois a Blumenau e dali segue pro norte. Encurtava muito o caminho, mas tivemos que abrir mão de passar por Brusque. Ok, mas mesmo assim, seu Arnaldo piorava a cada quilômetro rodado, não queria nem papo. Cruzamos um monte de cudimundos e quando chegamos na rodovia que acessa Rio do Sul, o que eu vejo?? Uma enorme placa: MASSOTERAPEUTA JOSENEI MARTINS.

Eita que o anjinho da guarda estava mesmo de plantão! Lancei o alerta para seu Arnaldo, que deu meia volta e parou pra tentar um atendimento de urgência. Não só conseguiu que o Josenei o atendesse na hora, como descobriu nele um colega. Josenei também é professor universitário e está iniciando seu doutorado na USP. Massoterapeuta de mão cheia nas horas vagas. Bacana, né? Josenei nem sabe o bem que fez: enquadrou-se na categoria dos anjos da estrada. E a viagem continuou melhor, tirando o fato que tivemos que passar pela pior rodovia da minha vida, entre Rio do Sul e Blumenau, onde há o maior número de caminhões por quilômetro rodado. Mas isso já é outra história.

17.1.08

URUBICI E SUAS PAISAGENS FANTÁSTICAS

Realmente não dá para não ser superlativo ao falar em Urubici, pois aqui o panorama é mesmo grandioso. A cidade fica encravada entre morros, um verdadeiro panelão. Aliás, lá existe uma chamada Serra do Panelão. Mas fomos ver o Morro da Igreja, ponto mais alto da região sul. O GPS marcou 1810 metros acima do nível do mar. Chovia a cântaros, mas fomos mesmo assim. Aliás, essa chuva foi também incrível, chuva grossa no meio da serra, coisa que não se vê todo dia. Lá em cima, claro, muita nebina e pudemos aproveitar pouco da paisagem. Ao descer, parou de chover e aqui está uma amostra da beleza toda.
Seguimos para a Serra do Corvo Branco, uma estrada tão sinuosa quanto a do Rastro. Entardecia e as sombras impediram que pudéssemos apreciar tudo aquilo, mas em compensação pude ouvir os pássaros se recolhendo numa fenda de pedra enorme e foi maravilhoso, milhares de pássaros gritando. Lugar para voltar sempre!


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SNOW VALLEY


O lugar mais bonito de S. Joaquim chama-se Snow Valley. É uma área de conservação natural preservada por um americano, que deve ter lá seus 80 anos. Comprou as terras há muitos anos atrás e as manteve exatamente como a estão agora, ou seja, uma floresta intocada de xaxins. Para quem não sabe, o xaxim leva 100 anos para crescer 2 metros. Tendo noção disso é que se pode avaliar a preciosidade que temos diante dos olhos visitando o lugar. São xaxins muito altos, inacreditável! Uma mata cerrada, com muitas cachoeiras no caminho, tudo super bem cuidado. Imperdível!

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S.JOAQUIM: LINDO E FRIO!


A paisagem é fantástica, tudo é muito bonito naquelas alturas. Mas é muiito frio! Na segunda feira à noite, em pleno mês de janeiro, fazia 16 graus na praça de S. Joaquim. Na manhã seguinte, já na luz do sol das 8 da manhã, estava 14 graus. Só mesmo nessa época para eu visitar um lugar desses, onde neva no inverno. Me lembrei do Sérgio, que sonha em ver na neve. Não faz parte dos meus sonhos, defitivamente!
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15.1.08

1001 noites ou País do Espelho? A Suíte da Odalisca


Escolhi o Hotel onde ficaríamos em S.Joaquim pela internet e me decidi por um que tinha o conforto de uma hidromassagem. Mas tinha mais!! Fomos parar numa suíte decorada com inspiração de gosto, digamos... um tanto duvidoso! Espelhos por todos os lados, até nas portas do guarda roupa. Torneiras douradas. Cabeceira com espelho e trocentas luzinhas (que aliás, não acendiam, por economia, claro...) Divertidíssimo. Soubemos no café da manhã que o antigo dono é de origem árabe e essa suíte foi decorada para ele e a esposa. Dizem as más línguas que já se separaram. Nossa hipótese é que a esposa não conseguia dormir, tinha pesadelos com tantos espelhos. Não recomendo para casais acima dos 50, já com barriguinhas e celulites. Pode ser contraproducente!
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